É melhor eu parar de fazer graça e falar, ou melhor digitar, de uma vez
Saga Predadora Vol I - Dominantie
"Ela tem o corpo de mulher. Mas só o corpo. Porque sua alma é predadora. E ela está pronta pra te devorar."
Num futuro onde os mitos não existem, Elisabeth Bohan é obrigada a fugir. Depois de ter sido atacada por um desconhecido há três anos, sua vida nunca mais foi a mesma. Ela via melhor. Ouvia sons a quilômetros de distância. E sentia um apetite brutal por carne humana. Em suas caminhadas desesperadas, ela aprendeu várias coisas sobre a Sociedade aparentemente perfeita da Nova Ordem. Coisas que nunca havia aprendido em seus livros de escola. Mas, quando encontra ocasionalmente com o misterioso Zack Newcasttle e seu povo, ela recebe um chamado difícil de recusar: Tornar-se a Dominant de Andromeda e libertá-los da opressão de sua sociedade tão corrupta. Mas para isso desafios deverão ser aceitos, inimizades não poderão ser ignoradas e o amor deverá ser totalmente esquecido. Será que Elisabeth e sua predadora interior sempre faminta aceitará plenamente o desafio?
Hoje vou apresentar a vocês um personagem que irá aparecer na segunda parte do primeiro capítulo e, provavelmente, em todos os outros que se seguirão
Nome: Cam *ainda não pensei em um sobrenome para ele*
Obs.: Antes que vocês digam que o nome dele é estranho eu devo explicar que é porque ele não é daqui. Ele veio dos Estados Unidos
Características: Alto *1,87*, lindo *será que alguém ainda não percebeu isso pela foto? rsrsrsrs*, vive com um sorrisso maroto no rosto, mas não é nem um pouquinho safado e a característica mais marcante dele *na minha opinião* são os olhos que são verdes mas um verdade que não parece ser natural, apesar de ser
Resumo: Cam é filho de governadores *eu ainda não posso dizer de onde, nem do que* e como tal foi mandado para um clã, para que pudesse aprender a se defender e a ver em que mundo ele realmente vive. É o próximo na linha de sucessão do governo. Por mais que tente ele não consegue entender Adelle, para ele ela é um mistério, como não está acostumado a ouvir um não, ele não consegue entender o porque de Adelle despresa-lo. Afinal de contas além de rico, ele também é muito bonito.
Frase mais marcante: Pelo ponto de vista de Adelle "- Sinceramente, eu não consigo te entender - revirei os olhos. Será mesmo que esse garoto não iá desistir nunca? - Você por algum acaso é lésbica?"
Eu sei como e quando você vai morrer. E vá por mim. Isso não é nada legal
"Sing me to sleep - Cante para eu dormir And then leave me alone - e então me deixe sozinha Don't try to wake me in the morning - Não tente me acordar de manhã 'cause i will be gone - Porque eu terei desaparecido"
Asleep by Emily Browning
'' Não olhe '' foram as últimas palavras que eu o escutei pronunciar. Ele não queria que eu visse-o morrer daquele jeito horrível, mas eu não o obedeci e até hoje, dez anos depois, eu ainda tenho pesadelos com a cabeça dele caindo de cima do corpo e rolando até os meus pés, com os olhos que um dia já tinham sido de uns castanhos vividos, mas que naquele momento estavam cinza e sem vida, me fitando e os lábios abertos em um pedido mudo para que eu fosse embora. Tudo estava ali, na minha memória, cada pequeno detalhe gravado na minha cabeça, para sempre me torturando.
Depositei com carinho uma das rosas vermelhas que eu estava carregando em cima do túmulo de pedra onde se lia: '' Jonatas Falcão 1986 - 2001 '', sem nenhuma mensagem de carinho, apenas os anos de nascimento e morte além do nome dele. Nome do meu irmão
Não importa quantos anos se passaram nem muito menos quantos se passarão o sentimento de culpa e de nojo de mim mesma nunca me abandonarão, como uma cicatriz que nunca poderá se fechar completamente. Se não fosse por mim o assassino não teria entrado na nossa casa e matado o meu pai e o meu irmão, já que fui eu que o convidei para entrar.
Virei-me colocando a outra rosa vermelha no túmulo do meu pai. Naquele final de tarde nublado e chuvoso, há dez anos, minha vida mudou drasticamente. Eu mudei. Foi naquele dia com o fim da vida de duas pessoas que a minha própria começou. E se fosse para escolher eu preferiria ter morrido.
Com um suspiro pesaroso me levante, batendo com as mãos na minha perna para limpar a terra que tinha ficado grudada na minha calça preta e peguei a minha bolsa que eu tinha deixado jogada entre as duas lápides.
Eu tinha seis anos quando os assassinatos aconteceram. No começo foram apenas duas mortes no meu bairro, mas depois esse número cresceu para quinze. Cinco delas aconteceram na minha rua e as últimas duas foram o meu pai e o meu irmão. Seis míseros anos e enquanto todas as garotas da minha idade estavam se divertindo brincando de boneca, eu tinha que ir todos os dias ao terapeuta para aprender a lidar com a minha dor e a minha raiva, sendo tratada pelas outras crianças e pessoas como, apenas, uma pobre coitadinha.
E para piorar foi exatamente durante essa época que eu comecei a prever as mortes das pessoas. Do nada eu apenas sabia quando e como a pessoa ia morrer. Todos possuem uma espécie de aura ou sombra (para mim tanto faz) que envolve o corpo das pessoas, é a partir dela que eu sei quando essa pessoa vai morrer. Por exemplo, se a sua aura está branca, parabéns, você não morrerá nem tão cedo. Mas se a sua aura estiver preta, compre logo o seu caixão (se você tiver tempo, é lógico), porque você não irá durar muito. Ou seja, quanto mais escura a sombra, mais perto da morte a pessoa se encontra.
Só que ao contrario das auras, eu não consigo saber como a pessoa vai morrer sempre. E eu agradeço por isso. Só é possível para mim, saber como alguém vai morrer, quando ela já está muito próxima da morte. E para saber basta que eu olhe dentro dos olhos dessa pessoa.
Mas eu aprendi a conviver com isso, eu aprendi a esconder a minha dor das outras pessoas, a lidar com ela. Eu consegui, a minha mãe não.
Ela não conseguiu aguentar a morte do filho e do marido. Eu nunca imaginei que a minha própria mãe pudesse me abandonar, mas isso aconteceu. E de todas as pessoas que me abandonaram ao longo desses meus dezesseis anos de vida, é dela que eu tenho mais magoa e rancor.
Tudo bem que ela deve ter sofrido muito pelas suas perdas, mas eu também sofri bastante por causa disso, só que eu, mesmo com apenas seis anos de idade, consegui, pelo menos, fingir para as outras pessoas que estava bem. Enquanto ela, sendo adulta, decidiu que era melhor e muito mais fácil se entregar ao mundo da bebida.
No momento em que eu mais precisei dela, quando eu estava traumatizada pelas cenas de violência que EU tinha presenciado e não ela. Eu me vi sozinha com uma mulher que eu não conseguia reconhecer como sendo Layla, a minha mãe. Ela me abandonou
Enquanto caminhava até a saída do cemitério, eu me perguntei se algum dia eu conseguiria perdoá-la, mas a única resposta que aparecia na minha mente era que não. Nunca mais eu conseguiria vê-la como a mãe que ela era antes de tudo acontecer
Um barulho de passos as minhas costas me fez parar. Não gostei nada disso. Tecnicamente o cemitério deveria estar vazio, já que eram 06h30min de uma manhã de segunda feira.
Coloquei a mão dentro do bolso direito da minha calça, segurando por entre os dedos o meu inseparável soco inglês. Eu nunca andava sem ele, nunca. Desde os meus seis anos de idade eu não consigo andar sem no mínimo uma faca escondida pelo corpo, não dava mais para andar desarmada, não depois de eu ter presenciado o quanto uma pessoa pode ser cruel e sem coração.
Continuei a andar, afinal de contas, essa não seria a primeira vez que eu imagino que estou sendo seguida e como acontecia na maioria das vezes eu me perguntei se estava ficando doida. Não é normal uma pessoa só conseguir sair de casa armada e ainda por cima viver achando que está sendo perseguida e vigiada. Pelo menos eu tenho consciência disso.
Eu já estava na metade do caminho até a saída quando voltei a escutar o mesmo barulho de passos as minhas costas, não consegui mais fingir que não tinha escutado absolutamente nada.
Virei-me e o que eu vi me fez congelar. Um lobo enorme estava parado perto da lápide do meu pai, me observando com os seus, também enormes, olhos negros e Deus aquele negocio era simplesmente gigante. Com certeza o meu punho inglês não surtiria nenhum efeito contra aquela coisa.
Os cachorros não gostavam de mim, na verdade, eles me odiavam por algum motivo que desconheço. O que, provavelmente, também se aplicava aos lobos, já que o que estava na minha frente grunhia e mostrava os dentes para mim a todo instante. Droga. Hoje, com certeza, é o meu dia de sorte, além de ser estraçalhada por um lobo, eu também vou me atrasar para a merda que chamamos de colégio.
Trinquei os dentes, tomada por um acesso de raiva. A última coisa de que eu preciso nesse momento é que o colégio ligue para a minha casa e a minha mãe atenda. Eu até podia vê-la falando com a secretaria sobre como eu preciso ser exorcizada por ser fruto de uma relação dela com o próprio lúcifer.
Respirando fundo dei um passo hesitante para trás, mas parei quando o lobo rosnou e deu um passo para frente, ameaçando vir na minha direção... Droga, desde quando existem lobos nesse fim de mundo?
Tudo bem que Recife não é um fim de mundo, na verdade eu amo morar aqui, mas mesmo assim, aqui não existem lobos. A não ser que ele tenha vindo nadando da África até o Brasil, o que é impossível, ou ele pode ter escapado de algum zoológico aqui por perto.
Eu estava totalmente imersa nos meus próprios pensamentos quando um sentimento estranho me abateu e um calafrio sinistro atravessou a minha espinha. Abracei-me, subitamente sentindo muito frio, mesmo estando debaixo de um sol escaldante.
Eu sabia muito bem que sentimento era aquele. Bem até demais para uma garota de apenas dezesseis anos. Medo. Eu estava com medo, mas medo do que? Do lobo talvez?
Um barulho de latas caindo chegou aos meus ouvidos, vindo das minhas costas e eu me virei, subitamente esquecida do lobo atrás de mim, mas não me importei com isso, porque quando o som voltou a se repetir eu percebi que seja lá o que estiva se escondendo nas sombras da viela do outro lado da rua era muito maior do que um cachorro metido a lobo. E muito mais perigoso.
Comecei a suar frio quando escutei sacos e latas serem jogados contra a parede do beco, como se alguém estivesse forçando passagem por entre o amontoado de lixo jogado no chão. Aquilo estava se aproximando. Minhas pernas fraquejaram quase me derrubando no chão, o que era aquilo? E porque eu estava com tanto medo de uma coisa que eu nem sabia o que era?
Eu quase podia agarrar o ar e colocá-lo dentro da minha mochila de tão concentrado e pesado que ele estava. Minha respiração saia em golpes secos e uma estranha névoa começou a cobrir o cemitério. Eu não precisava ser uma gênia para perceber que alguma coisa estava terrivelmente errada
Abaixei-me devagar até a minha bolsa que até aquele momento eu não tinha percebido que estava no chão. Procurando alguma coisa, qualquer coisa que eu pudesse usar como uma arma. Naquela situação o meu punho inglês não serviria de nada, já que eu não estava muito disposta a deixar o lobo, ou seja lá, quem estivesse me seguindo se aproximar o suficiente para usá-lo.
Imersa demais na tentativa de encontrar alguma coisa mais pontuda do que uma caneta dentro da minha mochila, enquanto observava os movimentos das sombras no beco do outro lado da rua, eu só percebi que o lobo uivava atrás de mim quando já era tarde demais para fazer alguma coisa.
Uma enorme bola de pelos negros voava na minha direção e eu só pude proteger o meu rosto com as mãos, antes que o lobo caísse em cima de mim, me derrubando. O impacto me fez perder o fôlego
Fiquei paralisada, sem conseguir me mexer, enquanto um lobo raivoso latia e rosnava para alguma coisa que estava se escondendo no meio das sombras do outro lado da rua. E... Droga! Tinha um LOBO em CIMA de MIM.
Eu nem mesmo me atrevia a respirar. O suor pingava da minha testa, mesmo eu estando tremendo de tanto frio. Aquilo me fazia lembrar do meu pai.
Desde de sempre os animais me odiavam, principalmente os cachorros, então eu era constantemente atacada pelos mais diversos tipos de bichos. Mas o meu pai nunca deixou de estar lá para me proteger, ou pelo menos era isso o que acontecia quando ele ainda estava vivo.
Tentei focar os meus pensamentos no presente momento, mas a minha mente se recusava a pensar corretamente e... Droga! Porque estava fazendo tanto frio? Será que... Não, com certeza não. Recusei-me a considerar o que tinha acabado de passar pela minha cabeça, afinal, eu não podia ter entrado em estado de choque. Ou será que podia?
Quando eu já estava desesperada por não conseguir me focar em nada concreto, eu percebi, vagamente, duas coisas. Primeira: Assim que o lobo terminasse de “brincar” com o Senhor Invisível ele provavelmente voltaria a sua, não desejada, atenção para mim e Segunda: As suas garras já tinham atravessado os tecidos que me cobriam, arranhando a pele da minha barriga.
Isso foi o suficiente para me tirar do meu ridículo estado de topor e fazer com que eu esticasse o braço para alcançar a minha bolsa, que na confusão tinha caído para o lado, com o conteúdo saindo, parcialmente, pela abertura.
O lobo uivou alto e eu praguejei, porque, diabos, esse tipo de coisa só acontecia comigo? Segurei a borda do meu caderno, pronta para atirá-lo na cabeça, digasse de passagem gigante, do animal. Mas antes que eu pudesse atacá-lo, ele virou aqueles imensos olhos negros para mim.
Sim, eu sei. Provavelmente vocês devem estar se perguntando o porquê da demora da postagem do 1° capítulo, eu vou explicar.
Eu estava dando uma olhada nos manuscritos originais de Pássaros negros e percebi que o primeiro capítulo vai ter mais ou menos 20 páginas digitadas no total, o que seria muito para postar de uma vez só. O que eu tinha decidido antes era que eu iria dividir os capítulos em dois, mas mesmo assim 10 páginas ainda é muito e isso deixaria vocês cansados de tanto ler, então o que foi que eu decidi, eu irei postar eu dividirei o capítulo em dois duas vezes, pois é, assim eu acho que ficará muito mais fácil para que vocês acompanhem a estoria.
" Não adianta querer contrariar o destino. Não adianta fugir da morte, porque ela nunca vai deixar de te perseguir. Você vai morrer um dia. Você não sabe quando, mas eu sei. Eu sei exatamente quando e como você vai morrer.
E a minha filisofia sempre foi a de que, se você tentar mudar a sua morte ela irá voltar ainda pior do que a primeira.
Eu realmente achava isso. Achava. "
Eu não conseguia me mexer. enquanto todos estavam na pista de dança, se divertindo, eu estou aqui parada na frente de um espelho. Eu sabia que deveria ter colocado a lente de contato, com ela eu nunca saberia o que estava prestes a me acontecer e consequentemente não tentaria mudar o futuro.
- Adelle?
A voz de Gabe soava aos meus ouvidos, mas era como se tivesse um túnel gigante entre nós dois. Impedindo que eu ouvisse claramente o que ele estava dizendo. Aquilo não podia estar acontecendo comigo, alguma coisa estava tremendamente errada
- Adelle?
...
- O que estava acontecendo?
Olhando a aura da Gabe, eu tentava descobrir se a minha visão estava errada ou com algum tipo de defeito. Em vão. A aura dele continuava do mesmo jeito de antes, cinza e com reflexos dourados, como se fossem pequenos fios de ouro. Não, a minha visão estava perfeita, então isso significava que...
- Gabe - pronunciei, gostando mais do que nunca do jeito como o nome dele soava por entre os meus lábio - Eu vou morrer essa noite
Adelle só queria ser uma garota normal, como qualquer outra com dezesseis anos de idade. Ela queria esquecer que presenciara a morte do pai e do irmão que tanto amara.
Mas em vez disso, ela precisa cuidar da mãe alcoólatra e tomar cuidado para não ficar doida. E como se isso ainda não fosse suficiente, ela ainda tem que lidar com um estranho dom que lhe permite saber quando e como as pessoas vão morrer.
Apesar de tudo isso Adelle conseguiu levar a vida de modo razoável por todos esses anos, porém isso irá mudar quando um garoto novo entrar no seu colégio e um lobisomem passar a vigia-la dentro da própria casa. De repente ela se verá fazendo parte de um mundo escondido dos humanos, um mundo perigos e convidativo.
" Tudo que eu queria era uma vida normal, mas o que ganhei foram olhos de um Demônio "
Você tem medo da morte?
Eles tem
O Apocalipse está mais próximo do que você pode imaginar